Hereford no Brasil

O Hereford chegou ao Brasil a mais de 150 anos, e desde 1907 possui livro de registro genealógico, tanto para a variedade mocha (polled) como aspada (com chifres). Apesar de tanta história e nobreza, a raça é muito moderna e adaptada às condições brasileiras, suportando elevadas amplitudes térmicas em regiões sub-tropicais, sendo capaz de trazer o melhor resultado em programas de cruzamento industrial.

O Hereford foi introduzido no Brasil por influência de seus vizinhos, a Argentina e o Uruguai. O senhor Laurindo Brasil, de Bagé, Rio Grande do Sul, foi quem abriu o Herd Book desta raça, registrando, em 1907, um touro argentino do criatório de Celedoni Pereda. Logo em seguida, ainda no mesmo ano, o Dr. Plácido Martins, também de Bagé, inscreveu sob o número 2, um touro importado da Inglaterra. Os primeiros a possuírem ventres registrados foram os senhores Antônio Costa & Cia., de Bagé, inscrevendo, em 1910, quatro fêmeas importadas do Uruguai. O primeiro produto nacional registrado, ‘Lofty’, HBB 31, de 15 de novembro de 1910, importado no útero, também era de criação desta firma.

No que se refere ao Polled Hereford, a variedade mocha da raça, em 1928 foi importado um touro dos Estados Unidos, sendo registrado por seu proprietário, senhor Félix Guerra, de Quarai, Rio Grande do Sul. Em 1934, o mesmo criador importou mais dois touros e duas vacas, da mesma procedência.

O registro genealógico da raça no Brasil para animais puro de origem está sob os cuidados da Associação Nacional Herd Book Collares, e para os animais puro controlado está sob os cuidados da Associação Brasileira de Criadores de Hereford e Braford (ABHB).

 

Garantida de adaptabilidade e produção

 

Com mais de 150 anos de seleção, os criatórios brasileiros desenvolveram uma genética para produção de animais de fácil adaptabilidade aos mais diversos ambientes, docilidade de manejo, alta longevidade e de excepcional desempenho de ganho de peso a pasto e, também, em regime de confinamento.

HerefordOs reprodutores possuem alta libido e excelente aproveitamento no salto, têm esqueleto forte, boa massa muscular e andar desenvolto com passadas equilibradas. As fêmeas adultas pesam em média 450 kg em regime de criação, sendo precoces produzindo terneiros fortes e saudáveis. Entram em ciclo produtivo a partir dos 15 meses, com peso médio de 280 Kg, até mesmo em regimes de baixa qualidade alimentar. Possuem habilidade materna, excepcional fertilidade, bom desempenho na recria e alta longevidade.

Os novilhos são capazes de estarem prontos para abate em regime exclusivamente a pasto com 20 meses e 460 kg, e em confinamento com 13 meses e 420 kg, com excelente acabamento de gordura, marmoreio (maciez) e rendimento de carcaça.

Somando a essas características, a sua utilização para cruzamento com outras raças, principalmente a zebuína, é reconhecida e comprovada, sendo fortemente disseminada em todo o mundo, pois produz animais rústicos, mais adaptados e com todas as vantagens da heterose.