História da Raça

Proveniente da Inglaterra de uma região chamada Herefordshire, próximo ao País de Gales, zona de topografia ondulada e que apresenta condições climáticas favoráveis para a produção de pastos superiores. Apesar deste ambiente natural, de vales e planícies com solos férteis, a raça se encontra hoje difundida de forma tão ampla por todo o mundo, que  é impossível definir a topografia e tipos de solo que melhor se adaptam à raça.

O melhoramento moderno da raça começou com Benjamim Tomkins (1714-1789), e seu filho, continuador de sua obra, destacando-se como método seletivo a busca de precocidade de abate empregando consangüinidade estreita.

Os Tomkins, como a maior parte dos demais criadores de gado Hereford daquela época, não se interessavam em absoluto por características de pelagem, secundárias e menos importantes. No início do século XIX, ocorriam as seguintes pelagens: vermelha de cara branca, vermelha de cara salpicada, cinza clara e parda. Gradualmente, a pelagem “pampa” característica foi se impondo, sendo hoje considerada como “marca de pureza” da raça.

Desde tempos imemoráveis o gado de Herefordshire e outras comarcas adjacentes tem sido famosa por seu tamanho, resistência e aptidão carnica. Esta raça foi fundada a partir de um tipo que predominava em Hereford durante séculos. Já em 1627, mencionava-se a existência desta raça.

Baseando-se em dados um tanto escassos, conta-se que o gado Holandês trazido de Dunquerque para o Lord Scudamore provavelmente conferiu ao Hereford seu tamanho e cor branca da cara e região abdominal. Indicando assim a analogia que existe entre o Hereford e a raça Groningen.

Touros Hereford Os fazendeiros de Herefordshire, Inglaterra, estavam determinados a produzir carne expandindo o mercado de comida criado pelos Britânicos na Revolução Industrial. Para o sucesso destes primeiros criadores eles tinham bovinos o qual poderiam converter a grama nativa em carne, e isto tudo em lucro.

Nesta época, não existiam raças que fornecessem estas necessidades, tanto que os fazendeiros de Herefordshire, encontraram uma raça de carne que logicamente tornou-se conhecido como Herefords. Estes primeiros criadores de Hereford moldaram seu gado com a idéia em uma raça de alta produção de carne e eficiência produtiva, e firmaram as características que hoje são características da raça.

Iniciando em 1742 com um terneiro de uma vaca cinza e duas vacas. Benjamin Tomkins é creditado ser o fundador da raça. Isto ocorreu 18 anos após Robert Bakewell Ter iniciado o desenvolvimento de suas teorias sobre cruzamentos animais. Desde o inicio Tomkins tinha como objetivo a economia na alimentação, aptidão natural para crescer e ganhar peso de pastos ou a partir de grãos, rusticidade, precocidade e prolificidade, características que ainda são de primeira importância hoje em dia. Outros criadores pioneiros seguiram a Tomkins, fazendo com que a raça se tornasse conhecida mundialmente e expandida da Inglaterra para onde a grama cresce e a produção de carne é possível.

Os Tomkins iniciaram um número considerável de cruzamentos de consangüinidade, devido ao fato de que eles mesmos criavam e utilizavam seus touros, sendo o único critério qualitativo que os guiava a rapidez de apronte e produção de carne.

Como a maior parte dos demais criadores de Hereford daquela época não se interessavam por características de pelagem, que eram secundárias e menos importantes. Depois, quando estavam suficientemente estabelecidas as características funcionais, se estabeleceu uma controvérsia sobre o padrão de pelagem e marcas ideais que a raça deveria adotar como típica. No início do século XIX, se preferiam animais com quatro pelagens básicas; vermelha de cara branca, vermelha com cara salpicada, cinza clara e prateado.

Gradualmente os partidários das duas primeiras pelagens impulsionaram o uso destas sobre as outras duas, uma vez adotada esta combinação de cores, foi fixada por seleção e cruzamentos consangüíneos até que o vermelho e branco foi considerado como “marca de pureza” da raça Hereford.